Vale da Trave Terra das Ervanárias

...assim se denominou pela relevância e pelo peso que assume o comércio das plantas para fins medicinais, cosméticos, alimentares e ornamentais, sendo esta designação a nossa imagem de marca territorial.

O pastoreio

Caprino e ovinos ainda pastam livremente pelos terrenos baldios.

Gruta do algar do Pena

O Centro de Interpretação Subterrâneo da gruta do algar Pena é um dos melhores locais para compreender os segredos das grutas. Esta cavidade está localizada nos terrenos baldios administrados por esta Assembleia de Compartes, tendo sido descoberta em 1983. É composta por um poço vertical de 35 metros (algar) que conduz a uma sala gigantesca de 105 mil metros cúbicos. A gestão desta gruta é da responsabilidade do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros.

Capela do Vale da Trave

Obras de beneficiação e requalificação da Capela do Vale da Trave apoiadas pelo Conselho Directivo.

Pinhal-manso da cruz de Valdemar

Plantado pelos Serviços Florestais do Antigo Regime, na década de 70 do século XX, este pinhal de pinheiro-manso, com cerca de 7 ha, é das poucas manchas florestais que não arderam na nossa serra que restam do período áureo dos Perímetros Florestais.

Pinhal do Baldio

Novas arborizações na Cabeça da Gorda, Vale das Pias, Covão Cego e Cabeço da Lapa, num total de 15 ha de Pinhal-manso.

Rede Viária Florestal

Entre a construção, alargamento, corte da vegetação das bermas e beneficiação da plataforma toda a rede viária da Assembleia de Compartes encontra-se operacional.

Lagoa do Vale da Trave

Projecto de requalificação da lagoa do Vale da Trave

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Baldios geram polémica no Banco de terras

A Assembleia da República acaba de aprovar a criação do banco de terras, com votos favoráveis do PSD e do CDS, a abstenção dos socialistas e a oposição do PCP, Verdes e BE.
O diploma gerou contestação devido à questão dos baldios.

Agostinho Lopes, deputado do PCP, considerou “uma inaceitável subversão constitucional e legislativa do enquadramento jurídico dos baldios” do texto aprovado e que prevê a “disponibilização destes terrenos”, e acrescenta que “a constituição referencia os baldios como meios de produção comunitários possuídos e geridos pelas comunidades locais e que a lei dos baldios expressamente os coloca fora do comércio jurídico, nomeadamente o arrendamento”.

Luís Fazenda, deputado do BE, considerou que o banco de terras, criado pelo PSD, CDS e PS, é “um balcão de venda e publicidade de terras, para comprar e vender terras, é um novo serviço público até, que tenta criar indiretamente uma situação de privatização de terras do Estado, matas nacionais, baldios”.

O deputado do PS, Miguel Freitas, afirmou que “acompanhamos a preocupação do PCP em relação aos baldios. Consideramos que é uma matéria que tem sede própria noutra lei e é nessa sede que se deve fazer a sua discussão”.

O deputado do Bloco de Esquerda pediu à assembleia da república que pensasse se esta situação não merece uma “reflexão” por parte do parlamento.

Fonte: Vida Rural